Resenhas: “Passion” | Por Juan GB

Passion” é o mais novo filme do lendário Brian de Palma após 5 anos ausente das telas. Para quem não está ligado de quem se trata, ele é o responsável SÓ por “Scarface”, “Missão: Impossível”, “Os Intocáveis”, “Carrie – A Estranha”, entre outros. Ele volta nesse suspense de uma forma bem incomum para o diretor, pois se trata de um remake. “Passion” é remake do filme francês “Um Crime de Amor” de 2010.

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Logo do anuncio desta produção e a consequente descoberta de que era um remake, cacei e vi o filme “Um Crime de Amor”, e agora, chegado o lançamento de “Passion” é impossível não fazer comparações.
 É incrível a capacidade dos americanos de refazerem filmes desnecessariamente. O filme já era bom em francês. O que a preguiça de ler legendas não faz com o mercado audiovisual de um país. Tudo bem que o Brian de Palma deu uma levantada boa no filme, mas mesmo assim. Mas vamos falar do filme!

O Brian de Palma não iria aceitar fazer um remake atoa. E para já arrebatar as expectativas gerais traz em seu elenco a Rachel McAdams e a formidável Noomi Rapace, a Lisbeth Salander de “Os Homens que Não Amavam as Mulheres” original.

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Neste thriller erótico, uma poderosa executiva do mercado publicitário sente-se ameaçada por uma subordinada promissora. Ao roubar os créditos da talentosa integrante de sua equipe, em um jogo perverso de dominação, a mulher acaba iniciando uma sequência de eventos que culminarão em atos de pura insanidade. Não dá para se estender muito. O filme em si é muito parecido com o original, fora o detalhe deste tentar se vender com bem mais erotismo. De fato, são poucas as cenas que tiveram alguma mudança. Os únicos detalhes que percebi haver uma maior discrepância do original e um certo toque pessoal do De Palma, foi na fraca trilha sonora oitentista, nas estranhas posições de câmera que as vezes chegam a causar algum desconforto a quem assiste, coisa que creio até que seja proposital devido a situação que o filme tenta transpassar e também na psique dos personagens.

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Achei interessante que mesmo por se tratar de um filme onde todos os que já haviam visto o original já ter certa ideia do que iria acontecer, como eu, o Brian De Palma realizou pequenas mudanças em detalhes nas personalidades dos seus principais personagens sem perder as suas principais características. Isso trouxe um ar novo ao filme ao meu ver. Porém o mais impressionante no filme e uma coisa que ele ultrapassa o remake, e também vários outros filmes, é na quantidade de plot twists que existem em seu final. É de abismar o que um personagem diferente do original (pois o De Palma muda bruscamente certa característica de um personagem secundário que faz mudar as ações de todos no filme, bem legal isso) é capaz de fazer com o filme.

Acho que é só.
Fica a minha recomendação do filme para todos os que não viram o original. Ambos não se tratam de excelentes filmes, porém são bons o suficiente para te deixar boquiaberto ao fim de suas uma hora e quarenta minutos.

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Sobre Will Alvez

Vida Cinematografica

Publicado em junho 26, 2013, em Resenhas. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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