Comic-Con 2013 | Painel Sony Pictures com RoboCop e O Espetacular Homem-Aranha 2

A Sony Pictures abriu seu painel na Comic-Con 2013 com clipes surtados de “Tá Chovendo Hambúrguer 2” (a continuação da animação parece querer quebrar o recorde mundial de trocadilhos com comida por minuto) e uma cena de ação de “Os Instrumentos Mortais – Cidade dos Ossos” (o nível de violência e o visual das criaturas demoníacas – uma delas parece uma mistura do metal líquido do T-1000 de O Exterminador do Futuro com a viscosidade de A Bolha – soam bem arrojados e impactantes em comparação com fantasias românticas similares), mas o que importava mesmo era mostrar RoboCop e O Espetacular Homem-Aranha 2.

roboaranha

RoboCop

O painel de RoboCop começa já com um vídeo, que inicialmente tem o formato de um programa de TV. Samuel L. Jackson aparece de peruca cor acaju como um apresentador de TV de direita, defendendo que os robôs fabricados pela OCP nos EUA, e exportados para outros países e usados em intervenções militares no exterior, deveriam ser empregados nos próprios EUA, para evitar mortes de policiais em ação. “Por que temos robofobia?“, pergunta ele ao espectador.

O programa é intercalado com imagens de noticiário da ação em Teerã, no Irã, mostrando o robô Ed-209 (remodelado mas “bípede” como o do filme original) e outros androides agindo contra uma guerrilha. Tudo parece sob controle até que uma bomba explode na rua e um homem-bomba salta do terraço de um prédio sobre o Ed-209 – o que mostra que o uso dos robôs não é tão perfeito quanto parece.

Ao som do tema da trilha sonora do filme original, o diretor José Padilha – em sua primeira vez na convenção de San Diego – sobe à mesa com o elenco. O brasileiro pontua que a trama do filme se espelha na realidade. “Nós logo veremos robôs e não só teleguiados sendo usados em guerras. O primeiro filme já enxergava isso, o que é um grande mérito. Primeiro vamos usar máquinas em intervenções e no exterior, e logo elas virão para dentro dos EUA“, diz. “Este é o mundo em que vivemos“, emenda Michael Keaton, que no filme vive o presidente da OCP, um personagem “que eu não vejo como um vilão mas como um antagonista“, diz o ator.

O protagonista Joel Kinnaman diz que, ao contrário do filme original, desta vez Alex Murphy não morre, e sim é salvo no último minuto e “basicamente precisa ser amputado do pescoço para baixo“. Ele diz que veremos o Policial do Futuro com e sem visor. “Eu precisei apurar minha atuaçao de mandibula. Quando eu fico puto no filme, eu baixo o visor, mas durante missões de reconhecimento e interacões em geral, Alex fica com o visor levantado.

Nos EUA o assunto dos teleguiados e do desarmamento civil continuam em pauta, e Padilha recebeu palmas quando foi perguntado sobre a ameaça do arsenal futurista. “A tecnologia não é algo ruim por si só, mas ela é usada por humanos. A arma não atira sozinha, você não deve ter medo da arma, e sim do homem que dispara a arma“, diz. No filme, a OCP tenta humanizar a máquina ao adaptar Alex Murphy, para tornar a interação com criminosos menos unilateral do que na geração de robôs anteriores. É por isso que, além da cabeça, eles conservam a mão direita de Alex, com a qual ele cumprimenta as pessoas.

Depois da primeira apresentação, um trailer completo então é mostrado. Começa com aquelas mesmas imagens de Teerã, e com o personagem de Keaton defendendo, diante do Senado dos EUA, que sua criação não sente raiva nem fadiga. Quando um senador pergunta o que eles sentem, o CEO da OCP é forçado a reconhecer: não sentem nada. E em seguida vemos o Ed-209 metralhar um menino em Teerã que estava com uma faca na mão.

O filme original é referenciado duas vezes: quando a OCP analisa potenciais designs para o RoboCop, o visual clássico aparece num monitor, e ao final do trailer Murphy solta o clássico comando “vivo ou morto, você vem comigo”. Algumas coisas mudaram, porém; descobrimos no trailer que o policial quase morreu não num confronto com bandidos, mas porque plantaram uma bomba no seu carro, na garagem de casa. A relação com a esposa também é nova: numa cena, a mulher de Murphy para diante da moto do RoboCop e diz que ele precisa conversar com o seu filho. No visor do policial, vemos que ele analisa a situação, julga que o filho não é uma ameaça imediata, e arranca com a moto.

Trechos mostram o treinamento do RoboCop – que se move muito mais rápido, claro, que o original, e com uma mira certeira tão rápida que fica difícil acompanhar – e o personagem de Gary Oldman, cientista da OCP, diz que “a máquina basicamente opera e o cara dentro dela é só um passageiro”. Relances rápidos mostram interações do RoboCop com o filho, cenas de ação sobre moto e outros designs do RoboCop em laboratório (o visual todo preto é o único que vai à rua no trailer). No geral, o filme parece se apoiar muito mais na mensagem e no lado emotivo do que o longa de 1987.

O Espetacular Homem-Aranha 2

Eu venho para a Comic-Con todo ano, é o único lugar do mundo onde eu me sinto uma pessoa normal“, diz o próprio Homem-Aranha na apresentação do seu filme. Neste ano a Sony resolveu não só vestir Andrew Garfield com o uniforme do herói mas pedir que ele atuasse no painel mascarado, como se fosse o próprio personagem. Um vídeo mostrava o herói subindo em prédios pela cidade de San Diego, mas no painel em si não houve malabarismos. Garfield tira sarro: “Tenho poderes incríveis, como vocês puderam ver na parte em que entrei ANDANDO aqui na sala“.

Quando a piada ameaça se estender demais, o Aranha se despede e surge no telão o primeiro trailer do filme. O vídeo abre com a perseguição policial em que Aleksei Mikhailovich Sytsevich, o vilão Rino (Paul Giamatti), dirige um caminhão por Nova York, depois de roubar uma fórmula da Oscorp. O Aranha facilmente domina o caminhão e ainda salva o eletricista nerd Max Dillon (Jamie Foxx), que fica encantado com o herói e diz que quer ser tão “espetacular” quanto o Aranha.

Corta para uma cena de Peter com Tia May. Ela reclama que as roupas dele estão ficando todas tingidas de azul e vermelho porque ela lava todas juntas. “Eu lavo minha bandeira dos EUA, qual o problema?“, contesta ele. “Ninguém lava a bandeira“, responde May. “Quem é você, a xerife da máquina de lavar?“, replica o sobrinho. Vemos Peter interagir na sua versão civil com May e Gwen Stacy, entre muitos beijos e, por enquanto, nenhum senso de ameaça envolvendo a loira.

A transformação de Max Dillon em Electro acontece na Oscorp, onde ele trabalha. Dillon mexe nuns cabos de força, toma um choque e cai dentro de um tanque cheio de poraquês, os famosos peixes-elétricos. Outra ameaça surge longe dali, no Instituto Ravencroft, onde Harry Osborn (Dane DeHaan) visita seu pai doente – e a cara do Norman Osborn interpretado por Chris Cooper é de um doente em estado terminal, embora ele consiga se articular.

Quando relances rápidos então mostram Electro em ação, soltando rajadas de eletricidade (que não são totalmente brancas, mas com sutis reflexos de cores variadas, num filme que no geral parece bem vivo em termos de cor) e causando blecautes, vemos Harry com uma cara também de doente, olhando para monitores de TV que mostram o Aranha em ação. Depois de mostrar Rino ridicularizado no meio da rua, preso a teias e com as calças arriadas, o trailer termina com o Electro apagando e depois explodindo a Times Square, mas o caos não impede Peter de, logo em seguida, agarrar um veículo no ar e dar uma pirueta de 180 graus.

Voltando às perguntas no painel, o diretor Marc Webb ressalta o que o trailer já sugeria: Rino é mais um alívio cômico no começo do filme, para mover a trama, do que um vilão presente. Questionado se o longa teria personagens demais, respondeu: “Tem a quantidade suficiente. Electro é o principal vilão e o Rino serve para estabelecer um humor no começo. É com o Electro que as pessoas têm que se preocupar“.

Foxx fala um pouco sobre Dillon. O personagem foi abandonado pelo pai e mora com sua mãe. “Eu conheço caras assim, então é uma situação legal de se inspirar. Quando você conhece Max no filme, é o dia do aniversário dele, e nem a mãe lembra de dar os parabéns. Entao quando ele vira o Electro, faz sentido que ele tenha tanta raiva represada. Ele é um cara perigoso que quer botar fogo na cidade inteira.” E brinca com o visual nerd do eletricista: “Ele deve ser o primeiro negro a ter um combo como penteado. Os irmãos dele não deixariam ele ter aquele cabelo [se fosse na vida real]“. Marc Webb complementa: “Nós vamos ver o Aranha num momento em que ele está convencido, e Electro ensina uma lição a ele“.

Dane DeHaan, por sua vez, dá mais detalhes de Harry, mas sem entregar se o personagem vai ou não cair para o lado negro da Força já neste filme. “Ele e Peter são amigos de infância, e Harry é mandado para um colégio interno por causa da relação ruim que ele tem com o pai. Quando o colegial termina, então, Harry reencontra Peter“, conta. Webb diz que gosta da versão Ultimate do universo do herói mas não se inspirou em nada específico para este filme. “Nós pegamos pedaços de várias histórias, mas tentamos sempre ter um precedente nas escolhas.

Quando um fã agradeceu a declaração de Andrew Garfield em favor dos direitos dos gays, o ator voltou a tocar no assunto de um herói multifacetado. “O melhor do Aranha é que ele é um herói vestido dos pés à cabeca, e você não vê nem um pedaço de pele dele. Ele pode ser asiático, negro, gay, o que for. Ele representa todos os marginalizados. Eu me identifico com ele porque sou complexado o suficiente. Meu irmão mais velho é médico, ele salva vidas, e eu não sou nada perto dele.

E quando um fã pergunta que tipo de história do personagem Garfield gostaria de ver na telona, ele não pensa duas vezes: “Eu gostaria de vê-lo com os Vingadores. Não seria o máximo?“.

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Sobre Will Alvez

Vida Cinematografica

Publicado em julho 20, 2013, em Uncategorized. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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