Gravidade | “É lindo que os nerds tenham virado os novos bacanas”, diz Sandra Bullock

É lindo que os nerds tenham virado os novos bacanas“, disse Sandra Bullock, protagonista de “Gravidade“, a ficção científica 3D dirigida por Alfonso Cuarón, durante a Comic-Con 2013.]

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Minha família é muito nerd. Sempre curtimos X-Men, Jornada nas Estrelas, computadores, livros… sempre amei mundos fantásticos, então estou em êxtase aqui na Comic-Con“. Para a atriz, esse é melhor grupo de pessoas que ela já viu reunidas. “A energia é doce, real… todos amam as mesmas coisas. É tudo tão empolgante. Nós queremos saber sobre as mesmas coisas“.

Sandra disse que aceitou o filme sem pensar duas vezes, pois não há um filme sequer de Cuarón que ela não tenha adorado, então quis reunir-se imediatamnte com o diretor. “Nossos valores são muito semelhantes, assim como as coisas que queremos dizer. Foi uma conexão imediata“.

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A relação entre o diretor e a atriz, segundo ambos, foi fortíssima, especialmente pelas provações que ela teve que passar durante as filmagens. “Eu nem sabia que havia mais gente comigo. Eu ficava sozinha o tempo todo dentro de uma sala cúbica escura e forrada de veludo preto. Tudo o que eu ouvia era a voz de Alfonso de tempos em tempos e quando estava atuando, ouvia a de George Clooney. Tive pouquíssimo dias juntos fisicamente no set. Mas a voz de George é reconfortante. Eu trabalhei o tempo todo com fones de ouvido, em silêncio – e aí a voz dele vinha e era algo tão íntimo. Foi uma maneira bizarra de trabalhar, mas maravilhosa“.

Segundo Cuarón, o vazio da imensidão do espaço precisava ser sentido pela atriz pois ele tem o mesmo peso dos personagens. “Em Gravidade, o universo e a Terra são tão importantes quando os atores“.

Cuarón explica que a personagem de Sandra era uma página em branco. “A estrutura sempre foi a mesma, mas foi apenas com ela que a protagonista tomou forma. Sandra é a melhor profissional com quem ja’trabalheu na vida. Cada segundo do filme foi planejado por nós dois para ser emocionalmente poderoso. E ela também ajudou os animadores“.

Nós criamos um sistema computadorizado de cabos controlados por um software de animação. Primeiro definíamos a animação desejada, depois aplicávamos esses movimentos ao sistema de cabos, que a suportava dentro da roupa. Uma vez que estavam prontos, havia muito pouco espaço para mudanças, então era importante que ela criasse conosco toda a animação. Então ela trabalhou o tempo todo, dentro e fora das telas“, explica.

Eu quis ajudar de verdade porque havia tanta gente trabalhando junta que senti que tinha que extrapolar minha parte. Ele me deixou chocada pelo tanto de minha opinião que ele pedia e que incorporava ao filme. Trabalhamos juntos maravilhosamente bem“, diz Sandra.

Ambos explicam que a roupa de astronauta é uma metáfora para o interior da personagem. A opção por um uniforme mais retrô, com um cordão umbilical levando oxigênio, representa as amarras emocionais da personagem, que sofre uma dramática provação no espaço.

Humanos são frágeis e imperfeitos. Eu não me sinto uma mulher forte e poderosa, não me atraem personagens super-herócicos, e me sinto atraída por personagens frágeis, gente que precisa superar desafios“, diz Sandra. “Todos os seres humanos têm merda vindo no ventilador semanalmente. Minha personagem parte do princípio que está morta. O que acontece com ela é o contrário do que acontece com a maioria das pessoas, que vivem tentando evitar adversidades. Ela se descobre através da adversidade. Mas ela não tem o benefício do tempo para se tornar alguém diferente, só tem 90 minutos para viver, então essa urgência foi muito importante na atuação“.

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A atriz comenta também que o processo de entrar e sair da personagem, porém, foi mais fácil neste filme, pois a atuação completamente isolada é algo muito diferente – e no momento que você vê outras pessoas consegue desvencilhar-se imediatamente do trabalho. “Você não pode levar nada que você está sentindo para o personagem ou do personagem para casa. Eu tenho um sistema de meditação – que leva uns 20, 25 minutos – que me ajuda a entrar e sair dos personagens. Neste caso foi um pouco mais fácil, pelo fato de eu estar isolada o dia todo naquele cubo“.

Sobre George Clooney, Cuarón diz que “ele foi um colaborador dos sonhos. Ele é um roteirista, um diretor e ator incrível – e um cara imensamente generoso e ótima pessoa. Pior que todos os clichês sobre ele são verdadeiros! Talvez ele tenha um porão cheio de corpos, sei lá, não é possível ser um cara tão legal! Ele chegou a reescrever cenas para o filme por pura paixão, dizendo que ‘se quiser usar, use. Se não quiser, jogue fora’, e acabei usando quase tudo!“.

“Gravidade”, estreia no Brasil em 11 de outubro.

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Sobre Will Alvez

Vida Cinematografica

Publicado em julho 22, 2013, em Comic-Con. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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